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A hora que sobrava
Seis da tarde, verão, e o sol ainda longe de ir embora. Você saía do trabalho e o dia não tinha acabado. Tinha luz de sobra, daquela que não tem pressa nenhuma. E a pergunta aparecia sozinha: vamos tomar uma? Era isso o horário de verão. Uma hora a mais de dia, entregue de presente no fim do expediente.

Igor Schulenburg
há 4 dias


A coreografia do enquadramento (para o TikTok)
O desespero real não é só descobrir que os candidatos não têm nada para apresentar. É desconfiar que eles só entram em campo para fazer cera e cavar falta porque já entenderam que a arquibancada perdeu a paciência para ver noventa minutos de bola rolando.

Igor Schulenburg
há 6 dias


Em que momento o ser humano deixou de ser... humano?
Amigos de infância, frequentavam a casa, conheciam a família, brincavam juntos. Hoje, suspeitos de estupro da própria amiga. Uma crônica sobre confiança, a última brincadeira inocente e a pergunta: quando tudo mudou?

Igor Schulenburg
15 de out.


Quero meus 200 anos!
Imaginem se tivéssemos a expectativa de viver duzentos anos. Será que passaríamos a valorizar ainda mais cada oportunidade? Ou a abundância de amanhãs acabaria tornando o hoje menos importante?

Igor Schulenburg
8 de out.


O problema do alinhamento
Quando comecei a usar inteligência artificial, eu precisava detalhar tudo no pedido. Hoje, muitas vezes, basta uma barra e uma palavra para a máquina entender o comando inteiro. Parece progresso, e em parte é. Só que quem nunca precisou explicar direito também nunca aprendeu a pensar o pedido.

Igor Schulenburg
2 de out.


O jogo que a canetada não resolve
Nenhuma canetada ensina alguém a se conscientizar, a apostar por diversão. É o problema sendo varrido para baixo do tapete, como o Brasil sabe fazer direitinho. Quem via nas apostas a renda extra vai continuar atrás jogando, agora num site sem licença, sem imposto e sem ninguém para responder quando a conta não fechar.

Igor Schulenburg
27 de set.


A última primeira vez
O calendário vai continuar correndo do mesmo jeito. A diferença está em quanto dele vai sobrar quando você olhar pra trás. O básico a gente esquece: de se manter ativo, perto de pessoas e com a cabeça estimulada.

Igor Schulenburg
26 de set.


AGI: A última invenção
A perda de controle, se vier, vem por comodidade. A gente facilita uma coisa, depois outra, delega uma decisão, depois a seguinte, até o dia em que a participação humana vira opcional. E a gente foi entregando porque era mais prático.

Igor Schulenburg
24 de set.


O Rock in Rio não flopou, tá?
Em 1985 você não tinha streaming, não tinha turnê mundial o tempo todo, não tinha show inteiro no YouTube na manhã seguinte. Se o Queen viesse ao Brasil uma vez na vida, era uma vez na vida. Quem não fosse, não veria nunca mais.

Igor Schulenburg
12 de set.
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CONTATO
Um lugar pra organizar ideias, dividir sentidos e deixar registrado aquilo que, se não for escrito, passa.
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